Economia
Primeiro-ministro prevê gastar 3,1% do PIB na defesa ainda este ano
Os gastos diretos com a defesa representarão 2,1% do PIB, enquanto 1% será alocado a investimentos em infraestruturas de dupla utilização.
Portugal deverá gastar 3,1% do seu Produto Interno Bruto (PIB) em investimentos diretos em defesa e em infraestruturas de dupla utilização ainda este ano, declarou o primeiro-ministro aos jornalistas durante a cimeira da NATO em Ancara, na Turquia, esta quarta-feira.
"Temos desenhado já para este ano de 2026 o reforço precisamente desse investimento, quer na componente exclusivamente dedicada à Defesa, quer na componente de utilização dual, que vai fazer com que, de acordo com aquilo que é a nossa estimativa e expectativa, no final deste ano o agregado destas duas componentes signifique cerca de 3,1% do nosso PIB já em 2026", anunciou o chefe do executivo.
Os gastos diretos com a defesa representarão 2,1% do PIB, enquanto 1% será alocado a investimentos em infraestruturas de dupla utilização, como as telecomunicações e a energia, explicou.
Os gastos diretos com a defesa representarão 2,1% do PIB, enquanto 1% será alocado a investimentos em infraestruturas de dupla utilização, como as telecomunicações e a energia, explicou.
"Estamos a falar de investimentos em infraestruturas de energia, de comunicações, de várias áreas setoriais do Governo. Investimentos que também são contabilizados para podermos atingir o objetivo que está determinado desde a Cimeira de Haia dos 5%. Como sabem, são 3,5% no investimento exclusivo em capacidades militares e 1,5% nas demais", disse o primeiro-ministro.
Na cimeira da Aliança em Ancara, o primeiro-ministro fez as contas ao reforço deste ano e revelou que a matemática do Governo foi elogiada no encontro na Turquia.
“Esta cimeira foi uma oportunidade para nós demonstrarmos a nossa trajetória de investimento e a sua credibilidade. Posso até partilhar que fomos alvo de um comentário muito positivo, diria mesmo elogioso, por parte do secretário-geral da NATO, relativamente à fiabilidade do compromisso que assumimos e à sua concretização”, declarou.
No ano passado, as despesas de defesa ultrapassaram os seis mil milhões de euros - o equivalente a 2,1% do PIB - permitindo ao país atingir, pela primeira vez, a meta de 2% estabelecida pela NATO. Segundo as estimativas da NATO, o país gastou 4,48 mil milhões de euros – 1,58% do PIB – em 2024.
Montenegro garante que NATO está unida
O primeiro-ministro afirmou que há uma "unidade absoluta" na NATO quanto ao funcionamento e objetivos da Aliança, frisando que não houve "nenhuma querela" ou divergência durante a cimeira dos líderes, numa alusão a Trump, que voltou a tecer duras críticas à NATO.
No ano passado, as despesas de defesa ultrapassaram os seis mil milhões de euros - o equivalente a 2,1% do PIB - permitindo ao país atingir, pela primeira vez, a meta de 2% estabelecida pela NATO. Segundo as estimativas da NATO, o país gastou 4,48 mil milhões de euros – 1,58% do PIB – em 2024.
Montenegro garante que NATO está unida
O primeiro-ministro afirmou que há uma "unidade absoluta" na NATO quanto ao funcionamento e objetivos da Aliança, frisando que não houve "nenhuma querela" ou divergência durante a cimeira dos líderes, numa alusão a Trump, que voltou a tecer duras críticas à NATO.
"À volta da mesa houve total convergência, consonância de pontos de vista sobre os assuntos que estavam a ser tratados. De todos, sem nenhuma exceção. Não houve nenhuma querela, nem nenhuma polémica, nas intervenções de todos os aliados", assegurou.
O primeiro-ministro frisou que, apesar de haver, à margem, "algumas perturbações que acontecem e que muitas vezes retiram a atenção do que é essencial", a "unidade em volta dos objetivos e dos princípios de funcionamento da Aliança Atlântica foram absolutos".
"Eu vou repetir, porque foi mesmo assim: foram absolutos. Não houve uma única divergência relativamente aos objetivos de aproximar o investimento da Europa do dos Estados Unidos da América, do ponto de vista das capacidades, dos grandes objetivos que são a dissuasão, a promoção da paz e das condições que nos dão a segurança para garantirmos os direitos fundamentais dos cidadãos", afirmou.
O primeiro-ministro referiu ainda que, durante a cimeira, todos os aliados reafirmaram o seu apoio à Ucrânia, "cuja luta e absolutamente crucial" para a segurança da Aliança e para a preservação dos seus "valores democráticos".
No âmbito desse apoio a Kiev, Luís Montenegro referiu que Portugal se comprometeu a "reeditar em 2026 o apoio militar e financeiro" que forneceu em 2024 e 2025, mas aumentará a sua participação no programa da NATO PURL, que coordena e compra e a entrega de equipamentos militares à Ucrânia, em mais 50 milhões de euros.
O primeiro-ministro frisou que, apesar de haver, à margem, "algumas perturbações que acontecem e que muitas vezes retiram a atenção do que é essencial", a "unidade em volta dos objetivos e dos princípios de funcionamento da Aliança Atlântica foram absolutos".
"Eu vou repetir, porque foi mesmo assim: foram absolutos. Não houve uma única divergência relativamente aos objetivos de aproximar o investimento da Europa do dos Estados Unidos da América, do ponto de vista das capacidades, dos grandes objetivos que são a dissuasão, a promoção da paz e das condições que nos dão a segurança para garantirmos os direitos fundamentais dos cidadãos", afirmou.
O primeiro-ministro referiu ainda que, durante a cimeira, todos os aliados reafirmaram o seu apoio à Ucrânia, "cuja luta e absolutamente crucial" para a segurança da Aliança e para a preservação dos seus "valores democráticos".
No âmbito desse apoio a Kiev, Luís Montenegro referiu que Portugal se comprometeu a "reeditar em 2026 o apoio militar e financeiro" que forneceu em 2024 e 2025, mas aumentará a sua participação no programa da NATO PURL, que coordena e compra e a entrega de equipamentos militares à Ucrânia, em mais 50 milhões de euros.
Em relação ao Irão, o primeiro-ministro não quis comentar diretamente o anúncio de Donald Trump de que o cessar-fogo com o Irão terminou e que não quer negociar mais com o regime de Teerão.
Luís Montenegro diz que a via diplomática deve ser a única via independentemente do que considera serem algumas “polémicas intermitentes”.
c/agências
Luís Montenegro diz que a via diplomática deve ser a única via independentemente do que considera serem algumas “polémicas intermitentes”.
c/agências